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quarta-feira, 13 de junho de 2018

O que os cebolas rifam!

A terra dos ceboleiros é nacionalmente conhecida como a Terra dos Caminhoneiros, mas poderia muito bem ser chamada a Terra das Rifas ou quem sabe ser chamada a Terra dos Rifadores!

Quando criança (década de 60 do século XX) era comum aparecerem pessoas com loterias. Essas loterias eram cartelas onde constavam vários desenhos de quadrados e dentro desses quadrados eram colocados nomes de mulheres. Para as pessoas jogarem nessas loteria tinham de escolher algum desses nomes e escrever dentro do quadrado a própria identificação. Na parte superior desta cartela tinha um nome coberto por uma tarja opaca que depois de toda preenchida era retirada e o nome constante, embaixo desta tarja, era o nome sorteado e quem escolhia era o ganhador. Essa modalidade de loteria era feita com prêmios de pequenos valores e não durou muito tempo e hoje é raramente utilizada.

domingo, 6 de maio de 2018

O paraíso dos peladeiros III - O time dos gordos

No início da década de 70, do século XX, eu morava nas proximidades do Beco Novo (Rua Coronel Sebrão). Próximo a esse Beco Novo existiam vários campos para prática do futebol, foram justamente desses campos de onde saíram grande parte dos jogadores que posteriormente se tornaram profissionais e forneceram muitos dos jogadores para o chamado Tremendão da Serra (Associação Olímpica de Itabaiana).

Com o falecimento do meu pai tive de mudar de residência, fui morar no chamado Conjunto Velho (Conjunto General João Pereira) e foi então que percebi um fato interessante. Nos campos de peladas próximos ao Beco Novo os peladeiros praticavam o esporte sempre a tarde e novo local de moradia se praticava o esporte pelas manhãs e tardes.


O time do Ubaldo

sábado, 28 de abril de 2018

O paraíso dos peladeiros II

Com a febre decorrente do tri campeonato mundial de futebol da Seleção Brasileira de Futebol, muitos clubes e equipes de futebol apareceram como se fosse uma praga. Isso ia desde os chamados profissionais, amadores, futebol de salão, futebol soçaite até as chamadas equipes de várzeas.

O time de Futebol do Incuído

Mas a grande maiorias das pessoas só tinham conhecimento da parte do esporte mostrado nas televisões e nunca imaginaram (nem imaginam) a diversidade e os times fantásticos que surgiam por toda parte. Um desses times super fantásticos era o time do Incuído e que na realidade tinha o nome e fardamento do Fluminense do Rio de Janeiro. O nome era em decorrência do dono do time ser torcedor do Fluminense do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

O paraíso dos peladeiros I

A febre dos peladeiros

Estádio Etelvino Mendonça na década de 60 do século XX.
Quando o Brasil foi tricampeão mundial de futebol, os brasileiros já eram praticantes admiradores deste esporte e a partir da conquista tricampeonato de futebol passaram a ser fanáticos praticantes e torcedores.

A cidade do Rio de Janeiro era uma espécie de capital nacional do futebol com vários times e esses times detinham vários títulos nacionais, mas acredito que era considerada a capital do futebol por que não conheciam a pequena cidade de Itabaiana!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

UMA CASA COMO PROTEÇÃO



No final do século XIX, mais precisamente após a elevação da Villa de Itabaiana em Cidade (28 de agosto de 1888) seu centro urbano era pouco habitado, sobrando para as casas em sítios que rodeavam o perímetro, composto apenas por três praças sem estrutura, algumas ruas ainda no chão batido e duas igrejas católicas. Uma destas igrejas foi construída em homenagem ao andarilho São Cristóvão (Igreja do Cruzeiro do Século), de pequeno porte e mais ao leste. A principal era a de Santo Antônio, localizada no centro da cidade.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Os cebolas e a ofensa coletiva anônima !

Na década de 80 do século XX, na cidade de Itabaiana, uma das maneiras de se ofender uma pessoa era chamá-la de viado (era como se pronunciava o vocábulo veado) e bastava o cara se chatear com alguém que soltava o verbo: seu viado safado. Essas agressões eram comuns nas discussões e na maioria das vezes os desentendidos ficavam somente na discussão daquele momento. No outro dia estava o dito pelo não dito e os desentendidos já estavam calmos e sem ofensas.

Nesta época não existia computador e muito menos internet, as ofensas eram ditas olho no olho e na grande maioria das vezes era feitas apenas para chatear uns aos outros. Por isso quase sempre não eram levadas a sério pelos ofendidos e nem pela plateia. Não tinha como fazer ofensas coletivas de maneira anônima, pelo menos era o que se pensava até aparecerem as famosas listas dos que supostamente (não foram identificados os autores do feito) eram os ditos viados (homossexuais) da cidade.

O que eram essas listas

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Antigas profissões dos cebolas XIV - Os vendedores de produtos milagrosos

Nas décadas de 60 e 70, do século XX, os meios de comunicação não conseguia atingir todo o território nacional e mesmo para aquelas regiões onde o sinal poderia ser captado tinha o problema que nem todo mundo tinha rádio e televisores eram muitos mais raros.

Em decorrência das dificuldades das pessoas se informarem, era comum aparecerem, nas feiras, todo tipo de gente (comprando e vendendo), todo tipo de produto e quem nem sempre tinham alguma utilidade. Era comum aparecerem pessoas vendendo produtos para cura de tudo que era tipo e os mais comuns eram os vendedores de produtos para cura de mordida de cobra e os vendedores de Diosgenine em Pó. 


Equipamento muito usado por vendedores ambulantes na década de 60-70 do século XX


Todos os dois tipos de vendedores tinham serviço de alto-falantes, usavam, na maioria das vezes um microfone amarrado no peito, sempre carregavam uma cobra e alguns deles se vestiam usando ternos.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Branca, cheirosa e gostosa

casa-de-farinha.jpgDepois de uma caminhada, pelo comércio, me dirijo a um restaurante e como sei que esses restaurantes do sul (estava na capital São Paulo) nunca oferecem farinha nordestina, eu questiono o garçom: tem farinha nordestina? o garçom: temos da melhor do Brasil, veio direto da Bahia!

Tomei um susto, mas pedi que me trouxessem a dita farinha. Quando servida, a farinha era amarela e um pouco grossa! Questionei ao garçom: mas essa farinha não é de mandioca e se veio da Bahia deve ter sido de algum baiano bem esperto para vender farinha de terceira como se fosse a melhor farinha do mundo. Onde moro a farinha é branca, cheirosa e gostosa. O garçom ainda interpelou: não moço, eu garanto que essa farinha é de primeira e veio da Bahia. Eu fui logo respondendo: já vi que você não é nordestino e nunca comeu uma farinha de primeira. Vou repetir, de onde venho a farinha é branca branca, cheirosa e é gostosa. Como eu já tinha experimentado a dita farinha baiana, eu fui logo rebatendo: essa não é uma farinha de mandioca de primeira e está misturada com farinha de milho. Não precisa nem experimentar, basta cheirar que se percebe.

domingo, 12 de novembro de 2017

Tomando banho de sol II

Com o passar do tempo, a onda ou moda de se bronzear ao sol (tomar sol) passou a ser feito em piscinas e conseqüentemente a moda das piscinas veio junto. Para mostrar status, a sociedade itabaianense procurou fazer uso das piscinas de várias maneiras: a elite financeira construíram suas piscinas particulares, existiam reservatórios para irrigação que eram usados como piscina (uma foi a Piscina da Serra), piscinas em clubes privados (AABB era um deles), em clubes para associados (Associação Atlética de Itabaiana), e tinha a opção se tomar banho nas piscinas dos balneários.


O Balneário de Salgado.


No período que surgiu a onda de se tomar banho em piscinas não existia balneário na Cidade de Itabaiana (hoje já existe) e a opção mais próxima e utilizada era se deslocar, geralmente nos paus-de-arara, até o município de Salgado. Ainda hoje existe o balneário de Salgado, mas muito pouco freqüentado e de certa maneira um pouco esquecido da grande maioria dos ceboleiros. As piscinas foram caindo de moda e tão esquecidas que até pouco tempo muita gente não tinha conhecimento do novo balneário existente em Itabaiana!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Antigas profissões dos cebolas XII - Os aprumadores de ruas

Toda criança observar com nitidez o lugar onde mora e sempre costuma comparar com os lugares que visita. Uma das coisas que sempre observava, quando criança, era as ruas por onde passava e comparando com as ruas das cidades vizinhas, eu sempre me perguntava: por que as ruas da minha cidade começam estreitas e terminam larga? Ou começam largas e terminam estreitas?

Rua Monsenhor Constantino (antigo Beco do Ouvidor) - Foto Google Maps


A rua onde morava, quando criança, só tinhas residências em um dos lados, mas a medida que se aproximava do centro da cidade (praça da matriz e feira) era com casa em ambos lados e a partir do local que ela tinha casa em ambos os lados, era estreita e quando chegava perto da feira a rua era larga!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Uma onda em Itabaiana!


Foto conseguida no Grupo Itabaiana Grande (facebbook e adm. Robério Santos)
Uma das coisas que eram raras na minha cidade (ainda é) eram os parques de diversão. Aliás, não chamávamos os brinquedos de parque de diversão e sim de brinquedos de natal e isso porque esses brinquedos geralmente só apareciam justamente no período das festas natalinas (também eram conhecidas como feiras de natal).

Durante alguns anos as festas natalinas eram realizadas na Praça Santa Cruz (Praça do Cinema) e o brinquedo mais semelhante em pegar uma onda era brincar nas chamadas barcas, que simulavam um barco subindo e descendo as ondas do mar.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Antigas profissões dos cebolas IX - O acendedor

Uma profissional que eu sempre via todas as tardes e manhãs era o acendedor. Todo dia pela manhã e pela tarde vinha uma pessoa com uma vara enorme com um gancho na ponta. Esse gancho era usado para ligar a rede elétrica que iluminava as ruas durante a noite. Ante de se colocar a rede elétrica, com os postes de energia, já existia a figura do acendedor, mas ele acendia lampiões a querosene.

A tecnologia extinguiu a profissão


A passagem do uso de lampiões, a querosene, para rede elétrica proporcionou uma queda no número de acendedores. Para iluminar as ruas era obrigatório ir em cada lampião para acender a chama e com a substituição pela rede elétrica foram colocadas lâmpadas em cada poste. Uma única chave ligava todas a lâmpadas da rua, ou seja, o profissional não precisava mais se deslocar de poste em poste e apenas ir até a chave em cada rua.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Antigas profissões dos cebolas VIII - Vendendo o estranho flau


Durante muito tempo o único produto gelado, vendido por ambulantes, era o Picolé da Maravilha. Muita gente imagina que o picolé foi o primeiro produto a ser substituído por equivalentes industrializados, mas na realidade, pelo menos em Itabaiana, o Flau apareceu primeiro. Isso ocorre devido já serem vendidos o famoso Ki-suco. Eram encontrados no supermercado (só existia um na cidade) e nas bodegas da cidade (na época não se usava o termo mercearia). Era um produto que tinha sabor de frutas artificializado (nunca senti o gosto da fruta), já era consumido normalmente e aceito pela população.

domingo, 30 de abril de 2017

Antigas profissões dos cebolas VII - Vendendo o picolé da maravilha

Eram dezenas de criança vendendo picolés, não existia adultos vendendo picolés, e o coro tradicional de atrair o provável consumidor era: olha aí o picolé da maravilha, quem tem dinheiro compra e quem não espia. Quando tinha garota bonita nas proximidades, tinha a brincadeira: mulher bonita não paga, mas também não leva.

Eram transportados em caixas de isopor pendurados no ombro por uma correia. Vendidos nas feiras, campo de futebol (melhor horário era antes do jogo) e em campinhos de peladas. Estranhamente, raramente eram vistos nas praças Fausto Cardoso (em frente a igreja) e na praça Santa Cruz (em frente ao cinema).

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Antigas profissões dos cebolas VI - O Vendedor ambulante de Manuês

Quando alguém se referia a manuês estava falando de bolos de milho, arroz ou puba. Hoje ninguém usa mais o termo manuês e não existem vendedores ambulantes de manuês, mas podem ser encontrados vendedores de manuês, com produtos colocados à venda em bancas em praticamente todas as cidades do nordeste. Os locais mais comuns onde podem ser encontrados são nas feiras livres, mas também vendem seus produtos em bancas localizadas estrategicamente em praças e pontos de ônibus.
Formas onde eram assados os manuês e também eram usadas para transporte e venda.

Os vendedores eram garotos que ganhavam dinheiro vendendo os bolos pelas ruas e praças da cidade, mas não se encontrava eles vendendo nas feiras, pois nas feiras os bolos eram vendidos nas bancas juntamente com outros tipos de iguarias.

domingo, 12 de março de 2017

Antigas profissões dos cebolas II - O Vendedor de água em latões


vendendor-agua.jpg
Foto tirada ao lado do Brasília Bar, tendo ao fundo a Praça Fausto Cardoso e o lado
da Prefeitura Municipal de Itabaiana (SE).
Foto conseguida no Grupo Itabaiana Grande (Facebook)

O ofício de vender água em latões era uma profissão que durou até que foi implantada a Rede de Fornecimento de Água Encanada em Itabaiana. Depois de implantada a Rede de Fornecimento de água, os vendedores de água mudaram de profissão e alguns ainda resistiram durante algum tempo vendendo água em alguns povoados.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Antigas profissões dos cebolas I - Vendedor de água na moringa

Poucas pessoas, dos dias atuais, conhece uma moringa. Um recipiente feito de barro, usado para guardar água para beber e que durante algum tempo foi usada para venda de água em locais públicos, tais como: campos de peladas, nos locais de canteiros de obras (principalmente de casas) em geral e mais especificamente nas feiras.

Pode parecer estranho, para os dias atuais, uma situação de pessoas, na maioria das vezes crianças, vendendo água de beber em um recipiente de barro. Mas, é bom lembrar que no passado, principalmente em Itabaiana, não existia a figura da “água encanada” (serviço de distribuição de água) e mesmo depois da implantação deste serviço, demorou um bom tempo para que a grande maioria dos habitantes se tornassem usuários do sistema.

Três motivos foram os responsáveis pela demora em abandonar as cisternas, moringas, potes, porrões (as pessoas pronunciavam “purrões”), etc. Primeiro, para ligar milhares de casas a rede se demora muito e a demora era ainda maior usando os equipamentos daquela época (os regos para se colocar os canos eram cavados com picaretas), segundo era o hábito de se usar água de cisternas e o terceiro foi de ordem política. Houve até assassinatos (prefeito e filho) do lado político contra implantação da rede e os do mesmo lado político demoraram muito a ligarem as casas à rede de oferta de água.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Feira de Itabaiana XV - Fazendo a Feira !

Uma das coisas mais tradicionais na Cidade de Itabaiana é as pessoas irem fazer a feira, mas quem realmente faz a feira? Quem compra ou quem vende?

Desde criança sempre imaginei a feira sendo uma porção de bancas expondo mercadorias para serem vendidas, as pessoas que colocam que transportam as mercadorias (na época era feita quase em sua totalidade por carroceiros), as que colocavam as banca eram os responsáveis de fazerem a feira! Mas tem o problema de quem vai comprar e diz na realidade que vai fazer feira! Mas quem faz a feira?

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A Feira de Itabaiana XIV - A Feira das miudezas

Hoje não existe essa feira e a grande maioria das pessoas sequer sabe o que significa. O próprio nome já diz do que se trata, que é a venda de produtos miúdos e não existia especificamente um produto e sim uma variedade de produtos. Nesta feira se vendia produtos de perfumaria, de beleza, de costura, pequenas roupas e até alguns produtos utilizados nas cozinhas.

banca-miudeza.jpg
Banca de camelô muito semelhante as de miudeza que existiam na Feira de Itabaiana
Com o passar do tempo essa feira foi sumindo devido o surgimento de lojas especializadas em vendas destes produtos e como exemplo podemos citar o surgimentos de Lojas de Cosméticos (vendem produtos de beleza e perfumaria) que passaram a oferecer uma maior e melhor variedade.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Feira de Itabaiana XIII - A Feira das roupas e dos tecidos

Eram duas filas de bancas dentro da feira, mas verdadeiras lojas equipadas com balcões, algumas tinham prateleiras na parte dos fundos (algumas tinhas ao lado) iguais as que existiam nas lojas (ainda existem em algumas lojas). As roupas e os tecidos eram de boa qualidade e na grande maioria vindas de fábricas do sudeste do país.

A grande maioria da bancas vendia roupas masculinas que eram dobradas, separadas por números e acondicionadas nas estantes e igualmente arrumadas nas estantes eram as peças de panos (rolos de panos). Muitas vezes ouvi as pessoas perguntarem pelo preço do tergal. As peças de roupas eram vendidas no metro e eram utilizadas trenas métricas (na maioria das vezes madeira) e, como não poderia deixar de ser, sempre exista a figura da tesoura.

estante-roupas.jpg
estante-tecidos.jpg
As bancas de venda de roupas (calças e camisas) e tecidos tinhas a arrumação e instantes iguas a da fotografia.