Certa vez, ao entrar em um bar, tinha um sujeito dando um discurso que achei interessante. Ele falava sobre as mulheres bonitas nas cidades que visitou e sempre era questionado onde ele encontrou tanta mulher nas cidades visitadas, já que (os presentes) visitaram essas cidades e nunca viam mulheres bonitas nas ditas cidades.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2019
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
Feira livre de Itabaiana é patrimônio cultural imaterial de Sergipe
Por Assessoria da Parlamentar
Conhecida nacionalmente pela sua pluralidade e pujança, a feira livre de Itabaiana é patrimônio cultural imaterial de Sergipe. O título está assegurado através do Projeto de Lei 124/2019, de autoria da deputada estadual Maria Mendonça (PSDB), já aprovado pela Assembleia Legislativa de Sergipe e que, agora, aguarda sanção governamental.
“A feira livre é um fenômeno sociocultural que vai além do caráter comercial”, disse Maria, ressaltando que, no seu município, um local de passagem, semanalmente se transforma em um ambiente convidativo que atrai pessoas de vários lugares pela sua diversidade.
domingo, 6 de maio de 2018
O paraíso dos peladeiros III - O time dos gordos
No início da década de 70, do século XX, eu morava nas proximidades do Beco Novo (Rua Coronel Sebrão). Próximo a esse Beco Novo existiam vários campos para prática do futebol, foram justamente desses campos de onde saíram grande parte dos jogadores que posteriormente se tornaram profissionais e forneceram muitos dos jogadores para o chamado Tremendão da Serra (Associação Olímpica de Itabaiana).
Com o falecimento do meu pai tive de mudar de residência, fui morar no chamado Conjunto Velho (Conjunto General João Pereira) e foi então que percebi um fato interessante. Nos campos de peladas próximos ao Beco Novo os peladeiros praticavam o esporte sempre a tarde e novo local de moradia se praticava o esporte pelas manhãs e tardes.
O time do Ubaldo
sábado, 28 de abril de 2018
O paraíso dos peladeiros II
Com a febre decorrente do tri campeonato mundial de futebol da Seleção Brasileira de Futebol, muitos clubes e equipes de futebol apareceram como se fosse uma praga. Isso ia desde os chamados profissionais, amadores, futebol de salão, futebol soçaite até as chamadas equipes de várzeas.O time de Futebol do Incuído
Mas a grande maiorias das pessoas só tinham conhecimento da parte do esporte mostrado nas televisões e nunca imaginaram (nem imaginam) a diversidade e os times fantásticos que surgiam por toda parte. Um desses times super fantásticos era o time do Incuído e que na realidade tinha o nome e fardamento do Fluminense do Rio de Janeiro. O nome era em decorrência do dono do time ser torcedor do Fluminense do Rio de Janeiro.
quinta-feira, 12 de abril de 2018
O "ALVARAL"
Na campanha política para as eleições municipais, de 1988, um taxista amigo, aqui de Itabaiana virou para o lado, para o partido que eu acompanhava e que ganhou naquele ano. Um dilema, porém, o perseguiu durante toda a campanha: "E se eu perder o 'alvaral'?" Dizia ele, num vício de linguagem com a palavra alvará, licenciamento usual para exercer a atividade de taxista. Pra variar, o alvará de táxis, é, mais um instrumento de aliciamento político partidário nas mãos dos prefeitos, ou de seus vereadores, ainda hoje Brasil afora.quinta-feira, 5 de abril de 2018
O paraíso dos peladeiros I
A febre dos peladeiros
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| Estádio Etelvino Mendonça na década de 60 do século XX. |
Quando o Brasil foi tricampeão mundial de futebol, os brasileiros já eram praticantes admiradores deste esporte e a partir da conquista tricampeonato de futebol passaram a ser fanáticos praticantes e torcedores.
A cidade do Rio de Janeiro era uma espécie de capital nacional do futebol com vários times e esses times detinham vários títulos nacionais, mas acredito que era considerada a capital do futebol por que não conheciam a pequena cidade de Itabaiana!
segunda-feira, 2 de abril de 2018
UMA CASA COMO PROTEÇÃO
No final do século XIX, mais precisamente após a elevação da Villa de Itabaiana em Cidade (28 de agosto de 1888) seu centro urbano era pouco habitado, sobrando para as casas em sítios que rodeavam o perímetro, composto apenas por três praças sem estrutura, algumas ruas ainda no chão batido e duas igrejas católicas. Uma destas igrejas foi construída em homenagem ao andarilho São Cristóvão (Igreja do Cruzeiro do Século), de pequeno porte e mais ao leste. A principal era a de Santo Antônio, localizada no centro da cidade.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
O aeroporto dos cebolas
É um terreno baldio ao lado da pista (BR-235), bem em frente ao Posto da Polícia Rodoviária Federal. Era a resposta comum quando se perguntava onde ficava o aeroporto e achava estranho o fato de sempre passar pela pista, pelo menos uma vez por semana, em viagem para Aracaju, consequentemente passava sempre ao lado e nunca vi e nem ouvia alguém falar do dito aeroporto. Isso em decorrência da grande maioria da população não saber da existência e sequer era falado nas escolas!
A primeira vez que escutei que existia esse tal campo de aviação (pequeno aeroporto), em Itabaiana, fiquei curioso e como toda criança curiosa tem o hábito de fazer a prova da janela, fui comprovar in loco a existência do mesmo. Um grande terreno baldio com alguns pés de Jurubeba, tinha um pequeno campo de pelada (futebol soçaite), um pouco de lixo e ainda tinha muito terreno sem nenhuma vegetação.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Branca, cheirosa e gostosa
Tomei um susto, mas pedi que me trouxessem a dita farinha. Quando servida, a farinha era amarela e um pouco grossa! Questionei ao garçom: mas essa farinha não é de mandioca e se veio da Bahia deve ter sido de algum baiano bem esperto para vender farinha de terceira como se fosse a melhor farinha do mundo. Onde moro a farinha é branca, cheirosa e gostosa. O garçom ainda interpelou: não moço, eu garanto que essa farinha é de primeira e veio da Bahia. Eu fui logo respondendo: já vi que você não é nordestino e nunca comeu uma farinha de primeira. Vou repetir, de onde venho a farinha é branca branca, cheirosa e é gostosa. Como eu já tinha experimentado a dita farinha baiana, eu fui logo rebatendo: essa não é uma farinha de mandioca de primeira e está misturada com farinha de milho. Não precisa nem experimentar, basta cheirar que se percebe.
domingo, 12 de novembro de 2017
Tomando banho de sol II
Com o passar do tempo, a onda ou moda de se bronzear ao sol (tomar sol) passou a ser feito em piscinas e conseqüentemente a moda das piscinas veio junto. Para mostrar status, a sociedade itabaianense procurou fazer uso das piscinas de várias maneiras: a elite financeira construíram suas piscinas particulares, existiam reservatórios para irrigação que eram usados como piscina (uma foi a Piscina da Serra), piscinas em clubes privados (AABB era um deles), em clubes para associados (Associação Atlética de Itabaiana), e tinha a opção se tomar banho nas piscinas dos balneários.
O Balneário de Salgado.
No período que surgiu a onda de se tomar banho em piscinas não existia balneário na Cidade de Itabaiana (hoje já existe) e a opção mais próxima e utilizada era se deslocar, geralmente nos paus-de-arara, até o município de Salgado. Ainda hoje existe o balneário de Salgado, mas muito pouco freqüentado e de certa maneira um pouco esquecido da grande maioria dos ceboleiros. As piscinas foram caindo de moda e tão esquecidas que até pouco tempo muita gente não tinha conhecimento do novo balneário existente em Itabaiana!
sábado, 4 de novembro de 2017
Tomando banho de sol
Os seres humanos não eram os únicos animais que aproveitavam o raiar do sol para se aquecer. Vários outros animais ficam postados ao sol e os urubus eram os mais comuns. Sempre pousavam em árvores muitas altas e ficavam de asas abertas para se aquecerem. Para os outros animais nem sempre era possível tal feito. Um coelho ou mesmo um preá não poderiam se dar ao luxo de ficarem expostos em locais altos tomando sol, pois poderiam ser vítimas de algum predador pelas redondezas.
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
As cenouras, os coelhos e as convicções
Durante o curso na universidade (UFS) escutei essa afirmação dezenas de vezes. Claro que os meus colegas estudantes faziam essa afirmação sabendo que era apenas uma brincadeira, mas o que eu sempre achei interessante é que tinha algumas pessoas nas áreas rurais que afirmavam com convicção de como era uma coisa verdadeira, mas era somente convicção e não um fato comprovado.
sábado, 7 de outubro de 2017
O encantador de cobras
Sempre achei impressionante as pessoas que ganham a vida mostrando um controle sobre as cobras (serpentes). Inicialmente, pensava que encantador de serpentes fosse coisa somente do mundo árabe, depois passei notar, vendo alguns filmes, que os indianos também praticam essa atividade. É bom lembrar, que essas ideias sobre pessoas encantando serpentes nos são ensinadas através de filmes no cinema e na tv.
Mas como o decorrer do tempo passei a notar que no Brasil, mais especificamente na minha terra natal, tínhamos nossos encantadores de serpentes No passado, quando ainda frequentava as feiras do interior, era comum vermos os chamados marreteiros se utilizando de serpentes para venderem seus produtos. Tudo bem que os encantadores de serpentes que víamos no cinema e na TV ganhavam a vida encantando as serpentes fazendo com que elas ficassem dançando e com isso as pessoas sempre pagavam com alguma quantia pelo espetáculo. Já no nosso querido Brasil, as serpentes era apenas um meio de atrair a atenção das pessoas para vender algum produto e o produto mais vendido usando serpentes era a famosa Diogenina em Pó.
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Antigas profissões dos cebolas XII - Os aprumadores de ruas
Toda criança observar com nitidez o lugar onde mora e sempre costuma comparar com os lugares que visita. Uma das coisas que sempre observava, quando criança, era as ruas por onde passava e comparando com as ruas das cidades vizinhas, eu sempre me perguntava: por que as ruas da minha cidade começam estreitas e terminam larga? Ou começam largas e terminam estreitas?
| Rua Monsenhor Constantino (antigo Beco do Ouvidor) - Foto Google Maps
A rua onde morava, quando criança, só tinhas residências em um dos lados, mas a medida que se aproximava do centro da cidade (praça da matriz e feira) era com casa em ambos lados e a partir do local que ela tinha casa em ambos os lados, era estreita e quando chegava perto da feira a rua era larga!
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segunda-feira, 17 de julho de 2017
Uma onda em Itabaiana!
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| Foto conseguida no Grupo Itabaiana Grande (facebbook e adm. Robério Santos) |
Uma das coisas que eram raras na minha cidade (ainda é) eram os parques de diversão. Aliás, não chamávamos os brinquedos de parque de diversão e sim de brinquedos de natal e isso porque esses brinquedos geralmente só apareciam justamente no período das festas natalinas (também eram conhecidas como feiras de natal).
Durante alguns anos as festas natalinas eram realizadas na Praça Santa Cruz (Praça do Cinema) e o brinquedo mais semelhante em pegar uma onda era brincar nas chamadas barcas, que simulavam um barco subindo e descendo as ondas do mar.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
OS DOIDOS E OS LOBISOMENS
Uma das coisas mais fantásticas que sempre presenciei eram as rodas de conversas que existiam para falar de causos. Os assuntos mais falados eram lobisomens, carneiro de ouro, doidos, saci pererê, mula sem cabeça, fogo corredor, da vida dos outros e principalmente das filhas dos outros (fofoca).
Os doidos
Nestas rodas de conversas, os doidos eram todas pessoas que normalmente agiam diferentes dos ditos adultos, mas nem todos que eles diziam serem doidos, eram realmente doidos. .Bastava o sujeito beber mais que o normal ou a pessoa se vestir fora dos padrões conhecidos que já era taxado de doido.
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Antigas profissões dos cebolas XI - Os desentupidores de fossa
Era conhecido como Tunel.
Se pronuncia como se fosse
acentuado com acento
agudo no e (tunél) |
Ainda hoje existem os profissionais que trabalham desentupindo as fossas, mas vou falar como era realizando esse serviço antigamente. Atualmente são usados equipamentos modernos fabricados especialmente para esta finalidade, montados em um caminhão para esse tipo de trabalho que é feito de maneira rápida e limpa. Inclusive o serviço pode ser feito de dia sem o incômodo do mau cheiro e da sujeira peculiar da matéria prima em questão.
Equipamento utilizado
Era usado um equipamento simples e por isso só trabalhava no ofício quem tinha coragem. Todo o serviço era realizado usando luvas, pás, enxadas e o transporte utilizado era uma carroça de burro que em cima tinha um tambor de metal onde era colocado as fezes da dita fossa.
domingo, 11 de junho de 2017
Antigas profissões dos cebolas X Os catadores de lavagem
Criar porcos ainda é um ofício em pleno exercício da atividade. Existem aos montes, mas nada tem em comparação aos antigos criadores de porcos existentes nas pequenas cidades do interior e neste caso mais específicos irei falar sobre os antigos criadores de porcos que existiam nas décadas sessenta e setenta do século XX, na cidade de Itabaiana (SE).
Os porcos eram criados em chiqueiros (pocilgas) onde o que prevalecia era a existência de muita lama e o mau cheiro que se espalhava pela redondeza. Muito desses chiqueiros pertenciam a moradores da área urbana, que gerava conflito com os vizinhos, justamente por causa do mau cheiro. Em algumas ocasiões, os vizinhos, dos chiqueiros, colocavam os chamados “bolos” (comida envenenada), na ausência dos donos, para matarem os porcos e se livrarem do chiqueiros e consequentemente do forte mal cheiro.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Antigas profissões dos cebolas IX - O acendedor
Uma profissional que eu sempre via todas as tardes e manhãs era o acendedor. Todo dia pela manhã e pela tarde vinha uma pessoa com uma vara enorme com um gancho na ponta. Esse gancho era usado para ligar a rede elétrica que iluminava as ruas durante a noite. Ante de se colocar a rede elétrica, com os postes de energia, já existia a figura do acendedor, mas ele acendia lampiões a querosene.
A tecnologia extinguiu a profissão
A passagem do uso de lampiões, a querosene, para rede elétrica proporcionou uma queda no número de acendedores. Para iluminar as ruas era obrigatório ir em cada lampião para acender a chama e com a substituição pela rede elétrica foram colocadas lâmpadas em cada poste. Uma única chave ligava todas a lâmpadas da rua, ou seja, o profissional não precisava mais se deslocar de poste em poste e apenas ir até a chave em cada rua.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Antigas profissões dos cebolas VIII - Vendendo o estranho flau
Durante muito tempo o único produto gelado, vendido por ambulantes, era o Picolé da Maravilha. Muita gente imagina que o picolé foi o primeiro produto a ser substituído por equivalentes industrializados, mas na realidade, pelo menos em Itabaiana, o Flau apareceu primeiro. Isso ocorre devido já serem vendidos o famoso Ki-suco. Eram encontrados no supermercado (só existia um na cidade) e nas bodegas da cidade (na época não se usava o termo mercearia). Era um produto que tinha sabor de frutas artificializado (nunca senti o gosto da fruta), já era consumido normalmente e aceito pela população.
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