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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Antigas profissões dos cebolas IX - O acendedor

Uma profissional que eu sempre via todas as tardes e manhãs era o acendedor. Todo dia pela manhã e pela tarde vinha uma pessoa com uma vara enorme com um gancho na ponta. Esse gancho era usado para ligar a rede elétrica que iluminava as ruas durante a noite. Ante de se colocar a rede elétrica, com os postes de energia, já existia a figura do acendedor, mas ele acendia lampiões a querosene.

A tecnologia extinguiu a profissão


A passagem do uso de lampiões, a querosene, para rede elétrica proporcionou uma queda no número de acendedores. Para iluminar as ruas era obrigatório ir em cada lampião para acender a chama e com a substituição pela rede elétrica foram colocadas lâmpadas em cada poste. Uma única chave ligava todas a lâmpadas da rua, ou seja, o profissional não precisava mais se deslocar de poste em poste e apenas ir até a chave em cada rua.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Antigas profissões dos cebolas VIII - Vendendo o estranho flau


Durante muito tempo o único produto gelado, vendido por ambulantes, era o Picolé da Maravilha. Muita gente imagina que o picolé foi o primeiro produto a ser substituído por equivalentes industrializados, mas na realidade, pelo menos em Itabaiana, o Flau apareceu primeiro. Isso ocorre devido já serem vendidos o famoso Ki-suco. Eram encontrados no supermercado (só existia um na cidade) e nas bodegas da cidade (na época não se usava o termo mercearia). Era um produto que tinha sabor de frutas artificializado (nunca senti o gosto da fruta), já era consumido normalmente e aceito pela população.

domingo, 30 de abril de 2017

Antigas profissões dos cebolas VII - Vendendo o picolé da maravilha

Eram dezenas de criança vendendo picolés, não existia adultos vendendo picolés, e o coro tradicional de atrair o provável consumidor era: olha aí o picolé da maravilha, quem tem dinheiro compra e quem não espia. Quando tinha garota bonita nas proximidades, tinha a brincadeira: mulher bonita não paga, mas também não leva.

Eram transportados em caixas de isopor pendurados no ombro por uma correia. Vendidos nas feiras, campo de futebol (melhor horário era antes do jogo) e em campinhos de peladas. Estranhamente, raramente eram vistos nas praças Fausto Cardoso (em frente a igreja) e na praça Santa Cruz (em frente ao cinema).