sábado, 4 de novembro de 2017

Tomando banho de sol

Durante o inverno era comum muitas pessoas se aquecerem sob o sol, da manhã, e amenizar o frio da madrugada. Durante as caminhadas que fazia nas idas aos sítios dos colegas e parentes, eu sempre percebia as pessoas de cócoras, nos pátios das casas, se aquecendo ao sol. Na realidade muitos estavam se aquecendo enquanto aguardavam o jantar da manhã (eles sempre falavam aguardando o café) para depois irem para o exaustivo trabalho na roça.

Os seres humanos não eram os únicos animais que aproveitavam o raiar do sol para se aquecer. Vários outros animais ficam postados ao sol e os urubus eram os mais comuns. Sempre pousavam em árvores muitas altas e ficavam de asas abertas para se aquecerem. Para os outros animais nem sempre era possível tal feito. Um coelho ou mesmo um preá não poderiam se dar ao luxo de ficarem expostos em locais altos tomando sol, pois poderiam ser vítimas de algum predador pelas redondezas.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

As cenouras, os coelhos e as convicções


Sempre me passaram a ideia que cenoura é o alimento preferido dos coelhos e isso me foi ensinado quando criança. Na adolescência, além da predileção dos coelhos pelas cenouras, fiquei sabendo que cenoura era bom para a vista e eu ficava me perguntando de onde tiraram a afirmação. Foi que de tanto me informarem da tal qualidade das cenouras, eu passei a questionar: de onde você tirou essa ideia? Sempre recebia uma outra pergunta de volta: você já viu algum coelho de óculos?

Durante o curso na universidade (UFS) escutei essa afirmação dezenas de vezes. Claro que os meus colegas estudantes faziam essa afirmação sabendo que era apenas uma brincadeira, mas o que eu sempre achei interessante é que tinha algumas pessoas nas áreas rurais que afirmavam com convicção de como era uma coisa verdadeira, mas era somente convicção e não um fato comprovado.

sábado, 7 de outubro de 2017

O encantador de cobras


Sempre achei impressionante as pessoas que ganham a vida mostrando um controle sobre as cobras (serpentes). Inicialmente, pensava que encantador de serpentes fosse coisa somente do mundo árabe, depois passei notar, vendo alguns filmes, que os indianos também praticam essa atividade. É bom lembrar, que essas ideias sobre pessoas encantando serpentes nos são ensinadas através de filmes no cinema e na tv.

Mas como o decorrer do tempo passei a notar que no Brasil, mais especificamente na minha terra natal, tínhamos nossos encantadores de serpentes No passado, quando ainda frequentava as feiras do interior, era comum vermos os chamados marreteiros se utilizando de serpentes para venderem seus produtos. Tudo bem que os encantadores de serpentes que víamos no cinema e na TV ganhavam a vida encantando as serpentes fazendo com que elas ficassem dançando e com isso as pessoas sempre pagavam com alguma quantia pelo espetáculo. Já no nosso querido Brasil, as serpentes era apenas um meio de atrair a atenção das pessoas para vender algum produto e o produto mais vendido usando serpentes era a famosa Diogenina em Pó.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Antigas profissões dos cebolas XII - Os aprumadores de ruas

Toda criança observar com nitidez o lugar onde mora e sempre costuma comparar com os lugares que visita. Uma das coisas que sempre observava, quando criança, era as ruas por onde passava e comparando com as ruas das cidades vizinhas, eu sempre me perguntava: por que as ruas da minha cidade começam estreitas e terminam larga? Ou começam largas e terminam estreitas?

Rua Monsenhor Constantino (antigo Beco do Ouvidor) - Foto Google Maps


A rua onde morava, quando criança, só tinhas residências em um dos lados, mas a medida que se aproximava do centro da cidade (praça da matriz e feira) era com casa em ambos lados e a partir do local que ela tinha casa em ambos os lados, era estreita e quando chegava perto da feira a rua era larga!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Uma onda em Itabaiana!


Foto conseguida no Grupo Itabaiana Grande (facebbook e adm. Robério Santos)
Uma das coisas que eram raras na minha cidade (ainda é) eram os parques de diversão. Aliás, não chamávamos os brinquedos de parque de diversão e sim de brinquedos de natal e isso porque esses brinquedos geralmente só apareciam justamente no período das festas natalinas (também eram conhecidas como feiras de natal).

Durante alguns anos as festas natalinas eram realizadas na Praça Santa Cruz (Praça do Cinema) e o brinquedo mais semelhante em pegar uma onda era brincar nas chamadas barcas, que simulavam um barco subindo e descendo as ondas do mar.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

OS DOIDOS E OS LOBISOMENS

Uma das coisas mais fantásticas que sempre presenciei eram as rodas de conversas que existiam para falar de causos. Os assuntos mais falados eram lobisomens, carneiro de ouro, doidos, saci pererê, mula sem cabeça, fogo corredor, da vida dos outros e principalmente das filhas dos outros (fofoca).

Os doidos

Nestas rodas de conversas, os doidos eram todas pessoas que normalmente agiam diferentes dos ditos adultos, mas nem todos que eles diziam serem doidos, eram realmente doidos. .Bastava o sujeito beber mais que o normal ou a pessoa se vestir fora dos padrões conhecidos que já era taxado de doido.