segunda-feira, 25 de abril de 2016

Deixa o Memera trabalhar!

Quando morava próximo ao Beco Novo (Rua Coronel Sebrão) em Itabaiana costumava sempre ir aos treinos da Associação Olímpica de Itabaiana. 

Nesta época morava em uma casa que tinha como vizinho o Goleiro Mirobaldo (eu o chamava de baiano) e ironicamente ele jogava no Time do Confiança, que é da Capital (Aracaju-SE). Nesta mesma época o Itabaiana tinha um goleiro, de nome Carlos Memera, que era da Aracaju!.
Em destaque, os goleiros Memera (lado esquerdo) e Marcelo.
Campeões sergipanos, em 1978.
Foto conseguida no Grupo Itabaiana Grande (Facebook)
Hoje o Carlos Memera é aposentado como professor de Educação Física, mas antes de se aposentar nós ficamos amigos e justamente relembrando os velhos tempos que ele era jogador do Tremendão da Serra. Embora o Memera tivesse

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A FEIRA DE ANTES

Por Robério Santos


Hoje 13 de abril de 2016 saí de minha casa em direção à famosa Feira de Itabaiana, recém escolhida como uma das sete maravilhas culturais de nossa cidade. Tudo acontece na feira, inclusive nada. Um emaranhado de sons e cheiros, pessoas conhecidas e desconhecidas. Comida, tudo de interessante. Mas, sentado tomando café no restaurante de Dona Neusa, no meio da feira, comecei a viajar no tempo e tentei lembrar de alguns fatos curiosos que povoavam a feira de antes, que hoje estão extintos ou aparecem de década em década.

Minha primeira lembrança da Feira de Itabaiana remonta à década de 80, quando vim com meu pai desde Nossa Senhora Aparecida e vimos um homem com algumas malas no chão e vendendo uma pomada que ele gritava “Óleo de castanha Atalaia”. Mas, nas malas o que tinham? Sim amigos, dezenas de cobras de todas as cores. Ele abria a mala maior que

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Mata Escura (1821-1847), um célebre itabaianense

Nascia em 1821, um dos mais emblemáticos personagens da História de Itabaiana. Não foi político, nem intelectual, nem tem seu nome em logradouro algum, mas tornou-se notável. Seu nome era Antonio José Dias, vulgo Mata Escura, moço pardo, assassino e ladrão profissional. Foi esse itabaianense, até onde sabemos, o primeiro sergipano não-escravo a ser executado depois de sofrer condenação à pena de morte.

Muito cedo abandonou o lar a fim de seguir a lendária carreira criminosa. Aos 17 anos, é contratado para assassinar o delegado Luiz Gonzaga de Medeiros Costa, porém acabou matando Tertuliano, filho de Luiz Gonzaga de apenas quatro anos. No ano seguinte, entrou para a quadrilha de salteadores e assassinos das matas de Itabaiana e Santa Rosa. Esta organização criminosa durante a primeira metade do século XIX tirou o sono das autoridades

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Os cebolas, as lendas e os mitos VIII

A lenda dos raios e das pedras arredondadas


Um das coisas que mais chama atenção das pessoas são os raios e trovões, por ocorrências das chamadas trovoadas. Todo verão era comum a ocorrência dessas trovoadas e também dos famosos raios e relâmpagos.

As pessoas eram instruídas que deveriam tomar certos cuidados quando da ocorrência dessas trovoadas e uma delas era evitar portar objetos metálicos, que os objetos metálicos atraem esses raios e a descarga elétrica produzida são destruidoras e mortais. Só que a grande maioria das pessoas não levava muito a sério essas orientações, pois não é comum, aqui na região, a ocorrências de raios destruindo alguma coisa e a morte por um deles é mais raro ainda.

Um acidente fatal

Quando o Tremendão da Serra (Associação Olímpica de Itabaiana) ainda jogava no antigo Estádio Etelvino Mendonça, no Beco Novo, por ocasião de um jogo em um dia de domingo, ocorreu um desses acidentes trágicos. Um rapaz sentando no muro do terreno (ficava ao lado da residência), muito próximo ao campo, estava chupando cana e para descascar usava uma faca peixeira. Tarde nublada, um calor forte, muitas pessoas (torcedores) passando para

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os cebolas e os passeios de caminhão

Modelo de caminhão que
era frequentemente usado
No final da década de 70 e início da década de 80 (século XX) surgiu a moda de se ir a praia de caminhão (não confundir com transporte pau-de-arara). Nesta mesma época era comum a torcida do Tricolor da Serra (Associação Olímpica de Itabaiana) ir aos jogos na capital (Aracaju - SE) utilizando as carretas (Scanias) da Transportadora Sergipana. Durante muito tempo presenciei e participei dessas viagens as praias e também os jogos do tricolor.

Neta época, as Polícias Rodoviárias Federal e Estadual toleravam o transporte de pessoas nas carrocerias dos caminhões, contanto que as pessoas permanecessem sentadas durante a viagem. Durante o percurso as pessoas realmente permaneciam sentadas, mas quando adrentavam em áreas urbanas as pessoas, que vinham sentadas próximos as carrocerias, costumavam ficar em pé e segurando na parte alta que fica logo atrás da cabine (boleia).


A primeira viagem


A primeira dessas viagens que fiz foi para a praia do Abais (Estância- SE). Combinei com os colegas do CEMB (Colégio Estadual Murilo Braga) e no domingo há sete horas estava em frente ao Colégio Guilhermino Bezerra. Nesta época, a estrada que ligava a BR-101 a praia de Abais era de “barro batido”. Ainda hoje existe uma ponte no chamado Rio Fundo, só que naquela época a ponte era de madeira! Na viagem de ida os carros passaram

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Os cebolas e a mania de grandeza

Quando morava nas proximidades do Beco Novo (Rua Coronel Sebrão), na Cidade de Itabaiana, eu e os colegas de infância costumávamos ir para a conhecidíssima “Fazenda Grande” (também era conhecida como Campo do Governo) e, sempre ia pela estrada que passava pela barragem do Açude Velho. Saíamos de onde morávamos, Rua Dr. Hunaldo Cardoso (atual Rua José Mesquita), seguindo em direção da Serra de Itabaiana (direção Leste), atravessando pelo lado do Açude Velho (passávamos por cima da barragem de concreto) e, do outro lado seguíamos caminho passando ao lado dos sítios do Sr. Vasconcelos (à direita), à esquerda, ficava o sítio do pai de Arnaldo (eles tinham sítio, mas moravam na cidade, e, justamente na Rua Dr. Hunaldo Cardoso), filho de Dona Hora.

O maior Eucalipto do Mundo

Saindo da onde morávamos até chegar no Açude Velho, passávamos ao lado de um sítio que tinha um pé de Eucalipto enorme. Segundo os moradores daquela época, era o maior Eucalipto do mundo! Esse pé de Eucalipto era solitário, mantido sempre limpo e podado durante todo o tempo. Tinha um tronco linheiro (em linha reta), sem galhos, e, uma copa na parte superior. Certamente, tinha mais de vinte metros de altura, mas, ninguém contestava em ser o maior do mundo, por não conhecer a existência de outro maior. Mas, mesmo assim, todos afirmavam que era o maior do mundo!

O Mercado Celeiro do Estado.

Durante um período, a produção hortigranjeira de Itabaiana abasteceu grande parte das cidade vizinhas, e, a capital do Estado (Aracaju). E, em decorrência da grande produção e abastecimentos destas cidades, foi considerada a cidade Mercado Celeiro do Estado. Acredito que em decorrência desse título é que se desencadeou a mania