domingo, 29 de junho de 2014

Os Cebolas, os Tanques e as lagoas II

O Açude Novo


Quando garoto, só existiam dois açudes públicos na cidade de Itabaiana - SE. Em decorrência, as pessoas se reportavam como Açude Velho e Açude Novo. Claro que é uma nominação mais fácil do que se chamar pelo nome. Alias, até hoje nunca soube o nome verdadeiro do Açude Velho!

O Açude Novo tem oficialmente o nome de Açude da Macela. No local, onde foi construído a represa (nos chamávamos Barragem), era comum a existência de uma planta com o mesmo nome.

Foto tirada neste século (Juares Gois). Mas olhando, desta perspectiva,
 não  se nota a diferença em comparação com tempos passados!
Lembro até hoje a primeira vez que fui ao Açude Novo. Meu pai gostava de vez em quando fazer uma pescaria e nesse dia sem mais nem menos me levou junto. Fez uma vara de pescar para eu ficar pegando piabas! O açude estava cheio e a água ainda não era tão poluída. Neta época ainda não existia as famosas tilápias. Os peixes comuns eram: jundiá, piabas, corrós e o preferido para captura eram as Traíras.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Cadeado !

Quando comprei meu primeiro carro era o orgulho em pessoa. Todo final de semana não deixa passar o banho e limpeza. Um chevett com dez anos de uso!

Todo sábado a tarde, lá estava eu orgulhoso lavando o carro. Passando um xampu. Nesta época, morava em um condomínio construído pela antiga Companhia de Habitação (COHAB), não existia o muro separando os prédios da rua e nem separando os prédios entre si. Era possível ver os moradores dos prédios vizinhos lavando os carros e motos. Podiam-se ver os peladeiros em atividade no campo ao lado do condomínio.

Terminado o trabalho de limpeza, coloquei o carro dentro da garagem e foi que percebi que o cadeado da garagem tinha sido roubado!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Os Cebolas, os Tanques e as lagoas I

O Tanque do Povo


Quando entrei na escola fui repreendido algumas vezes, pelas minhas professoras, por que sempre me dirigia às lagoas como tanques! O interessante é como incorporei o vocabulário e nunca deixei de usá-lo.

Quando criança, minha mãe sempre me levava para a feira. Não lembro a primeira feira que fui e certamente devo ter ido à feira muito antes das lembranças que tenho do que é uma feira (quando nasci meu pai e minha mãe já vendiam na feira).

A primeira lembrança que tenho da feira (em Itabaiana - SE) foi em uma época de São João. No período de festas juninas sempre colocávamos uma banca (barraca) para venda de fogos de São João (Fogos de Artifício). Os fogos eram meu próprio pai quem os fabricava. Naquela época as barracas de fogos eram colocadas em frente a antiga Casa de Força (onde ficava a termelétrica que gerava energia para a cidade). Não sabia que era uma casa de força pelo motivo das pessoas nunca informarem, nem mesmo na escola, e o termo termelétrica só fui ter conhecimento de quando já estava estudando na universidade!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O que você está fazendo aqui?

Quando se passava no vestibular da década de 70 ou 80 do século passado (século XX) era uma verdadeira festa. Os aprovados tinham as cabeças raspadas (às vezes os amigos e parentes providenciavam o corte do cabelo mesmo contra a vontade do aprovado). Muitos faziam festas comemorando o acontecido. Claro que só os mais abastados davam festas para comemorar tal acontecimento, até por que a aprovação dos menos abastados era acontecimento muito raro, mas que sempre aconteciam.

A relação dos alunos aprovados no vestibular, natural de Itabaiana, era divulgada nas rádios e era motivo de orgulho da população local. Chamava à atenção a quantidade de pessoas aprovadas no vestibular proveniente de uma cidade pequena! É sempre bom lembrar que eram mencionados somente os nascidos na cidade de Itabaiana, por que se fossem relacionados os aprovados no vestibular dos estudantes oriundos do Colégio Estadual Murilo Braga a quantidade de aprovados eram bem maiores. Isso ocorria pelo fato do CEMB ter uma clientela proveniente não somente de Itabaiana e atendia a todas as cidades vizinhas ao município.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Lá só mora puta e viado!

Tem certas situações da vida que a pessoa só consegue ficar entendendo com o passar do tempo. No linguajar popular: quando a velhice vai chegando.

Quando criança, eu morava no que se chamava “Final de rua”. Era uma rua que tinha casa de um lado e do outro era sítios. A cidade era pequena (Itabaiana-SE, década de 70 do século XX). Desde o meu nascimento sempre morei nas proximidades do chamado Beco Novo (Rua Coronel Sebrão) e até a adolescência morava em casas alugadas.

Desde criança notava que as pessoas tentavam se engrandecer denegrindo a imagem dos outros. Sempre se tentava desqualificar ou denegrir, o semelhante, na tentativa de intimidar ou mesmo de se sentir grande. Isso era comum entre criança, adolescentes, adultos e era absorvido por todos (inclusive eu) como uma coisa normal. Para tentar desmoralizar o semelhante eram observados aspectos físicos, morais, classe social, local de moradia, etc. Acredito que em todas as sociedades existam esses procedimentos, mas existem lugares que são mais generalizados.