O arroz-doce era vendido em uma caixa de madeira retangular onde eram colocados copos previamente preenchidos com o arroz (uns com pó de canela espalhados por cima) e coberto com um pano branco. A caixa possuía uma alça de madeira por onde a caixa poderia ser carregada pendurada pelas mãos, mas o vendedor andava para cima e para baixo carregando a caixa em cima da cabeça.
Era comum, todas as tardes, aos sábados, ver o vendedor de arroz-doce passar no final da feira oferecendo o produto. Era um rapaz moreno, de voz calma que pode ser visto na pequena foto.
Hoje não existe a figura do vendedor ambulante de arroz-doce, mas o arroz-doce ainda é vendido nas feiras nordestinas juntamente com outras iguarias da região e com o mesmo sabor e qualidade de sempre.
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Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia (UFS)
Lembro da saudosa tia Sinhá, q vendeu arroz doce no antigo mercado municipal de Cristinápolis. As bancas das vendedoras de doces, arroz doce e mingau ficavam dentro do mercado, q era uma extensão da feira. Eu amava visitar a banca da minha tia. Toda segunda-feira, eu iavisitá-la para comer o famoso arroz doce. Na época, a feira era a principal diversão da população cristinapolitana. E pra mim, era o momento mais feliz da minha vida. Eu tinha q ir à feira, tomar pelo menos um copo de arroz na banca da minha generosa e bandosa senhora. Que saudade! Jesus a tenha!
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