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sábado, 16 de novembro de 2013

O ÚLTIMO DOS LOBISOMENS

Os tempos vão mudando, a tecnologia evoluindo e as pessoas também mudam acompanhando essa evolução. Alias, até os lobisomem tiveram de se adaptar a novas tecnologias!

Desde criança, as histórias sobre lobisomem, sempre ouvi que são seres que sempre aparecem em noites de lua cheia, de uma força descomunal e que assustava os andarilhos noturnos. Isso até que um senhor em uma dessas rodas de conversas, que se conta causos extraordinários, me falou que não era bem assim (década de oitenta do século XX).

Ele disse que uma vez voltando do colégio (estudava a noite) foi interpelado por um desses lobisomem e acabou dando uma facada no suposto e afirmou que na semana anterior (anterior a semana da conversa) tinha visto um lobisomem quando voltava para casa.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Os Cebolas, as lendas e os mitos VI

Ganhando uma “butija”

Desde criança sempre escutei história que fulano ou sicrano ganhou uma botija (o pessoal sempre pronuncia “butija”, com “U”), alguns tinham coragem de ir buscar e já outros!.

Para quem não conhece bem o que é “ganhar uma botija”, é bom saber primeiro o que é uma botija, para entender por que a grande maioria das pessoas se negaram a querer receber esse prêmio.

Uma botija, onde nasci e fui criado (Itabaiana-SE), é um pote cheio de moedas de ouro e em outras regiões e até povoados do mesmo município, uma botija, significa que a pessoas foi contemplada com algum valor em dinheiro. Lembrar que esse conceito muda de uma região para outra. Em algumas regiões, botija, significa simplesmente um vaso de barro. Alias, esse conceito de vaso de barro é o encontrado na maioria dos dicionários e foi o que eu aprendi na escola!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

VISAGENS DIURNAS


Desde criança sempre ouvir essas histórias de alma penada. Alma penada ou visagem é a mesma coisa que fantasma, só que aqui no Nordeste não se chama fantasma e sim Visagens Na cidade onde nasci, se chamava alma penada. O que eu já ouvir de histórias de visagens (alma penada) já perdi a conta. Só que as histórias de visagens que me contavam, quando ainda era criança, elas sempre eram vistas a noite, em lugares escuros e geralmente próximos as Santas Cruz ou cemitérios.

Mas quando cheguei na adolescência, as visagens começaram a ficar mais ousadas e passaram a aparecerem durante o dia! É claro que algumas visagens aconteciam por acidentes e também devido ao medo já plantado na minha imaginação e na imaginação das pessoas que ouviam essas histórias desde criança.

Mas vou contar os ‘causos’ que vi acontecer de dia em ordem cronológica inversa. 

1º Causo: O coveiro. Quando passei a estudar, o que hoje se chama de segundo grau, foi no período da tarde. E de vez em quando eu resolvia cortar caminho de ida ao colégio, geralmente quando estava atrasado, por detrás do cemitério.

domingo, 9 de junho de 2013

A CAVEIRA DE FOGO VOADORA

Por Antônio Carlos Vieira

De tanto ficarmos escutando essas coisas dos adultos, acabamos ficando com medo até de coisas simples. Muitas dessas coisas que acaba nos assustando ocorrem por acidente e outras por armação de algum gozador.

Vou contar um caso simples: quando ainda era garoto (12 anos de idade) combinei com alguns colegas do colégio para irem estudar em casa no período da tarde. Pois bem, no período da tarde estavam lá cinco colegas para estudarmos, dois garoto, eu e mais quatro garotas.

Em um certo momento uma das garotas arregalou os olhos e ficou apontando para o filtro de água. Quando olhei percebi que o caneco que era de plástico (uma novidade naquela época) se locomovia, sozinho, de um lado para o outro.

Nesta época era comum as pessoas comprarem pedra de mármores e fixarem elas no canto da parede para em cima se colocar o filtro de água. Nesta época os filtros eram de barro.

Os outros colegas ficaram assustados e duas das garotas ficaram se benzendo e valei meus Deus.