terça-feira, 19 de julho de 2016

A Feira de Itabaiana IV : A Feira dos Manuês

Essa feira tinha esse nome por ser o único local onde se vendia Manuês , mas se vendia de tudo relacionando ao bom café da manhã com iguarias nordestinas, tais como: cuscuz, macaxeira, inhame com carne de sol, pé-de-moleque, beijus, etc.

Era nessa feita onde a grande maioria dos vendedores, de outras mercadorias, costumava comprar o café da manhã. Tinha a vantagem de ser um serviço personalizado, de pronta entrega para os clientes costumas e era comum o café da manhã ser levado até a banca do vendedor cliente.

Não existia as atuais formas de bolo redonda de alumínio com o bico no meio. As formas eram latas de goiabadas ou bananadas reaproveitadas.

Embora manuês tenha um sentido dicionarizado de significar Bolo de Milho ou Bolo de Mandioca, as pessoas sempre diziam que iam comprar manuês de

sábado, 9 de julho de 2016

A Feira de Itabaiana III - A Feira das Verduras

Final de feira no meio da semana (uma quarta-feira). Década de 70 do século XX.
 Foto conseguida no grupo Facebook Itabaiana Grande
Ficava em frente ao Supermercado GBarbosa, era a feira mais movimentada de todas, consequentemente a mais banguçada, mais suja e muito mais suja nos dias de chuva! Vez em quando os fiscais eram chamados para realinhar as filas das bancas devido o excesso de puxadinhos. Era comum usar caixotes de

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A Feira de Itabaiana II - A feira das farinhas

A farinha era vendida em sacos semelhantes aos da foto acima.
A Feira das Farinhas eram duas! Um ficava dentro do mercado e a outra ficava na Pedra da Feira (Largo Santo Antônio), bem em frente onde ficava o Banco do Estado de Sergipe e essa não era tão somente Feira das Farinhas. Vendia-se inhame,

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O CONTO DO RELÓGIO DA IGREJA

Vladimir Souza Carvalho /// Membro das Academias Sergipana e Itabaianense de Letras. O Correio de Sergipe do dia 17 de maio de 2014 publicou:

Foto de Antônio Francisco de Jesus
Rifa não faltava. Rifava-se tudo, até dinheiro. Uma vez, papai se viu compelido a comprar um bilhete. Ganhou. Uma camisa, de manga comprida, um vermelho leve com tiras pretas, mais ou menos como se fosse de festejos juninos. Fiquei com a camisa, que beleza, uma a mais que vesti pra chuchu, nos dias de sábado e domingo, à noite, para ir a praça ou ao cinema. Rifa era o que aparecia, à noite, no bar Brasília, o rifador com o papel, colhendo assinaturas e recebendo o pagamento, rifas sérias, que corriam assim que todos os números fossem vendidos, o resultado sendo comunicado aos que bilhete adquiriam.

O maior rifador daqueles tempos foi Juvino Preto, ou Aruvim, como era chamado, morador de casa vizinha a de Zé Gordinho, na rua da Vitória. De charuto na boca, camisas de manga comprida, organizava o que se chamava, à época, de balaio, e saia numa carroça, para todo mundo vê-lo, adquirindo, assim, o bilhete. Tinha a confiança de

terça-feira, 14 de junho de 2016

A Feira de Itabaiana I : A feira das feiras

Vendíamos na feira de Itabaiana todas as quartas-feiras e sábados, na Feira de Areia Branca aos domingos e na Feira de Carira todas as segundas-feiras. No meu caso essa rotina perdurou até os 29 anos de idades e no caso da minha mãe até a aposentadoria. Mas vou falar especificamente sobre a feiras de Itabaiana que era a maior e mais movimentada de todas. As outras feiras, além de serem menores, tinham uma grande parte dos vendedores provenientes da Feira de Itabaiana (que era o meu caso).

A feira de Itabaiana era dividida de duas maneiras: uma divisão era feita pela extensão e a outra era feita pelos produtos vendidos. 

A divisão por extensão (tamanho) era pelo lugares ocupados, que eram: O Largo Santo Antônio (era chamado Pedra da Feira), Largo José do Prado Franco (não sei por que ninguém chama de Pedra da Feira) e dois mercados de carne. O mercado maior ficava

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Sanitário Público e os vereadores

Embora tenha nascido na Cidade de Itabaiana e residido até os vinte cinco anos, não conhecia alguns aspectos e existência de algumas coisas na cidade. Era comum não ensinarem e informarem a história (até mesmo nas escolas) da própria cidades aos moradores!!!

Desde criança acompanhava os meus pais para as feiras e nas feiras normais vendíamos miudeza (Largo Santo Antônio) e, nos dias do mês das festas juninas, vendíamos fogos de artifícios nesta feira, só que em local diferente. 

A primeira vez que acompanhei meus pais na venda de fogos de artifício, o local de venda era em frente a antiga casa de força (no Largo José do Prado Franco). O impressionante é que eu não sabia que o prédio tinha sido uma casa de força e