quarta-feira, 19 de abril de 2017

Antigas profissões dos cebolas VI - O Vendedor ambulante de Manuês

Quando alguém se referia a manuês estava falando de bolos de milho, arroz ou puba. Hoje ninguém usa mais o termo manuês e não existem vendedores ambulantes de manuês, mas podem ser encontrados vendedores de manuês, com produtos colocados à venda em bancas em praticamente todas as cidades do nordeste. Os locais mais comuns onde podem ser encontrados são nas feiras livres, mas também vendem seus produtos em bancas localizadas estrategicamente em praças e pontos de ônibus.

Formas onde eram assados
os manuês e também eram
usadas para transporte e venda.
Os vendedores eram garotos que ganhavam dinheiro vendendo os bolos pelas ruas e praças da cidade, mas não se encontrava eles vendendo nas feiras, pois nas feiras os bolos eram vendidos nas bancas juntamente com outros tipos de iguarias.

Os manuês eram vendidos nas formas (eram de forma retangular e de alumínio) onde eram assados, cobertos com panos brancos e carregados na cabeça pelo vendedor. Os produtos eram vendidos em fatias, cada vendedor vendia um tipo de manuê de cada vez, às vezes andavam em dupla e cada um vendendo um manuê diferente. Os mais comuns eram feitos de milho e puba.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Antigas profissões dos cebolas V - O vendedor aambulante de arroz-doce

O arroz-doce é uma iguaria que até hoje é vendida e consumida nas comunidades do Nordeste, mas é vendida juntamente com outras iguarias. Mesmo no meu tempo de criança já existiam vendas de arroz-doce, mingau de puba e mungunzá em pequenas bancas localizadas nas feiras e em locais de grande movimento. Mas o vendedor de arroz-doce ambulante faz tempo que sumiu das feiras onde era frequentemente encontrado.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Antigas profissões dos cebolas IV - Os vendedores de Rolete de Cana


A venda de roletes (muita gente pronunciava roleto) de cana era uma coisa muito corriqueira nos meus tempos de criança e o consumo era surpreendente. Podiam-se comprar roletes nas feiras, nas praças, na frente das igrejas (no horário das missas) e até mesmo nos campo de futebol.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Antigas profissões dos cebolas III - O Vendedor de Cavaco Chinês

Todos os finais de feira era certo a passagem de um rapaz vendendo Cavaco Chinês pelo Largo santo Antônio e nas segundas-feiras, quando vinha da Feira de Carira (SE), era certo ver a passagem do mesmo a vender pela Praça dos Táxis (Praça General João Pereira).

O Cavaco Chinês era carregado condicionado dentro de latões reutilizáveis de manteiga mineira, pendurados no ombro por uma correia de couro e o vendedor ia batendo com uma haste de metal em um triângulo para chamar a atenção dos possíveis clientes. O triângulo é idêntico aos que é usado nos trios de músicas nordestinas e diferente de outros vendedores, o único som utilizado para atrair os possíveis clientes era o da batida do triângulo.

domingo, 12 de março de 2017

Antigas profissões dos cebolas II - O Vendedor de água em latões

vendendor-agua.jpg
Foto tirada ao lado do Brasília Bar, tendo ao fundo a Praça Fausto Cardoso e o lado
da Prefeitura Municipal de Itabaiana (SE).
Foto conseguida no Grupo Itabaiana Grande (Facebook)
O ofício de vender água em latões era uma profissão que durou até que foi implantada a Rede de Fornecimento de Água Encanada em Itabaiana. Depois de implantada a Rede de Fornecimento de água, os vendedores de água mudaram de profissão e alguns ainda resistiram durante algum tempo vendendo água em alguns povoados.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Feira de Itabaiana (SE): Em se plantando tudo dá

Pujante, cultural e produtos Made in Itabaiana

Do Blog de Silvio Oliveira

Itabaianenses no Centro de
abastecimento
A expressão “em se plantando tudo dá” remete à Carta escrita em 1º de maio de 1500 por Pero Vaz de Caminha ao rei Dom Manuel, contando sobre a terra recém-descoberta. A expressão é usada até hoje para designar uma terra fértil e, no caso atual de Itabaiana (SE), cidade próspera do Agreste de Sergipe que fica a poucos 35km de Aracaju, cai bem para designar a quantidade de hortifrúti encontrada na feira livre.


Os gostos, sabores, cores, cheiros e sensações são de transformar um espaço de compras do dia a dia em ponto turístico.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Antigas profissões dos cebolas I - Vendedor de água na moringa

Poucas pessoas, dos dias atuais, conhece uma moringa. Um recipiente feito de barro, usado para guardar água para beber e que durante algum tempo foi usada para venda de água em locais públicos, tais como: campos de peladas, nos locais de canteiros de obras (principalmente de casas) em geral e mais especificamente nas feiras.

Pode parecer estranho, para os dias atuais, uma situação de pessoas, na maioria das vezes crianças, vendendo água de beber em um recipiente de barro. Mas, é bom lembrar que no passado, principalmente em Itabaiana, não existia a figura da “água encanada” (serviço de distribuição de água) e mesmo depois da implantação deste serviço, demorou um bom tempo para que a grande maioria dos habitantes se tornassem usuários do sistema.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Feira de Itabaiana XV - Fazendo a Feira !

Uma das coisas mais tradicionais na Cidade de Itabaiana é as pessoas irem fazer a feira, mas quem realmente faz a feira? Quem compra ou quem vende?

Desde criança sempre imaginei a feira sendo uma porção de bancas expondo mercadorias para serem vendidas, as pessoas que colocam que transportam as mercadorias (na época era feita quase em sua totalidade por carroceiros), as que colocavam as banca eram os responsáveis de fazerem a feira! Mas tem o problema de quem vai comprar e diz na realidade que vai fazer feira! Mas quem faz a feira?

terça-feira, 22 de novembro de 2016

CENTENÁRIO DE EUCLIDES PAES MENDONÇA (parte final)


Antonio Samarone de Santana.

Na verdade, as profundas mudanças econômicas que estavam ocorrendo em Itabaiana, conforme apontamos nos dois artigos anteriores, permitiram o nascimento de uma nova liderança, Euclides Paes Mendonça, com um jeito diferente de fazer política, colocando o eleitor como uma mercadoria a ser disputada. Líder de ascensão rápida, quase apoteótica, favorecida pela chegada de Leandro Maciel ao poder Estadual.

CENTENÁRIO DE EUCLIDES PAES MENDONÇA (Parte dois).



Antonio Samarone de Santana

Foi na conjuntura (apontada na parte um do texto), na transição entre o predomínio da atividade agrícola para o crescimento do comércio e do transporte, favorecidos pela chegada da estrade de rodagem, a BR-235, que Itabaiana ganhou um grande impulso de desenvolvimento. Aqueles homens treinados nos pequenos negócios nas feiras do Estado, com o corpo no campo numa produção camponesa e espírito voando para o mercantilismo. Gente simples, sempre poupando, levando vida franciscana, de pequenos gastos, poucos luxos, muito trabalho e muita avareza. O dinheiro era tudo, ganhar, investir e ganhar, o esquema clássico do capitalismo.