sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A Feira de Itabaiana IX - A Feira das panelas


Diversos produtos artesanais feitos de barros
Os produtos vendidos nesta feira certamente são uns dos primeiros a criar motivo para o surgimento das feiras. É uma espécie de irmão rejeitado pelas demais feiras e por isso fica a ideia de uma feira itinerante dentro da feira. Primeiramente esta feira ficava na pedra do Largo Santo Antônio, depois foi transferida para a pedra principal do Largo José do Prado Franco, para depois ser transferida para a pedra (no mesmo largo José do Prado Franco) em frente ao vapor de Seu João e finalmente está até hoje ocupando espaço em via pública na Av. Otoniel Dória.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Feira de Itabaiana VIII - A Feira das carnes


O Mercado como era antigamente

O mercado como é hoje
Um fato interessante é que para a população de Itabaiana não existia a Feira das Carnes. Todo mundo saia de casa para fazer feira e passar no mercado para comprar carne! Nunca ouvi alguém falar que ia para Feira da Carne! Os miúdos dos boi e dos porcos eram vendidos no Largo José do Prado Franco (Feira dos Fato), mas as carnes de boi e porco eram vendidas totalmente nos dois mercados. Outro fato interessante é que os mercados eram registrados como Mercados de Talho e nunca ouvi alguém mencionar o mercado com esse nome.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A Feira de Itabaiana VII - A Feira dos “Fato”

Nesta feira eram vendidos, em grande maioria, os miúdos do boi e do porco (também conhecidos como bofe), tais como: tripa, fígado, rins, bucho, língua, rabada, mocotó, etc. 

As pessoas costumavam tirar gozação com quem consumia os produtos vendidos nesta feira, alegando que eram produtos de segunda qualidade e eram somente para pessoas de baixa renda. É bom lembrar que embora fosse a Feira dos Fato, nela se vendia charque (jabá), linguiça, caranguejo (quando aparecia), tinha duas bancas de peixes onde se podia comprar pilombeta, sardinha e cumatá (eram os mais vendidos). Todos esses produtos eram considerados produtos de consumo para pessoas pobres e atualmente, por ironia, são considerados produtos de primeira qualidade, consumidos por pessoas de classe média e nem sempre tão acessíveis as pessoas mais humildes.

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Jabá
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Mocotó
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Miúdos para sarapatel
A feira carecia de higiene e eram vendidos em bancas feitas de madeira no largo José do Prado Franco, em frente ao Mercado da Carne, por um lado

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A Feira de Itabaiana VI - A Feira dos Sapatos

Ocupava parte do Beco dos Cocos e uma parte ficava dentro do Mercado das Carnes, entre a feira das farinhas e a de venda de carnes. O interessante é que nessa época existia uma banca dentro do mercado que vendia jóias e ficava bem no meio das bancas de vendas de calçados!
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Os sapatos e sandálias que eram vendidos nestas bancas eram de fabricação local das fabriquetas de fundo de quintal existentes na cidade. Entre os principais

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Feira de Itabaiana V - A Feira dos Jogos

O número de bancas de jogos nesta feira era muito variável de uma feira para outra, mas era composta de uma única fila. Essa feira tinha uma característica muito peculiar: essa sumia, do Largo Santo Antônio, durante o mês de dezembro e aparecia na chamada Feiras de Natal (com um maior número de bancas e tipos de jogos), acompanhadas com os brinquedos peculiares a esta feira que na realidade é uma festa religiosa, apesar da grande quantidade de jogos de azar.

Os tipos de jogos mais praticados eram Pio, Roleta e Bingo. Existam outros tipos de jogos, mas os três citados eram os que sempre apareciam nas feiras e eram sempre as mais procurados.

Jogos de Pio (de Dados)


Eram basicamente de dois tipos. Um que se jogava dois pios rolando (se dizia bater o pio) em uma mesa feita, especialmente para esse jogo, e quem conseguia o maior número somando os dois pios era o vencedor (existiam variações mas esse tipo era o mais comum). O outro era uma mesa com seis números desenhados (de um a seis) e o banqueiro tinha uma caneca de couro, com cinco pios que era balançada e postada na mesa com a boca virada para baixo, era retirada a caneca, os pios as amostra com mais de um naipe eram pagos aos jogadores que apostavam nos número (eram colocadas fichas nos número), as fichas eram pagas com outras fichas pela quantidade de naipes daquele

terça-feira, 19 de julho de 2016

A Feira de Itabaiana IV : A Feira dos Manuês

Essa feira tinha esse nome por ser o único local onde se vendia Manuês , mas se vendia de tudo relacionando ao bom café da manhã com iguarias nordestinas, tais como: cuscuz, macaxeira, inhame com carne de sol, pé-de-moleque, beijus, etc.

Era nessa feita onde a grande maioria dos vendedores, de outras mercadorias, costumava comprar o café da manhã. Tinha a vantagem de ser um serviço personalizado, de pronta entrega para os clientes costumas e era comum o café da manhã ser levado até a banca do vendedor cliente.

Não existia as atuais formas de bolo redonda de alumínio com o bico no meio. As formas eram latas de goiabadas ou bananadas reaproveitadas.

Embora manuês tenha um sentido dicionarizado de significar Bolo de Milho ou Bolo de Mandioca, as pessoas sempre diziam que iam comprar manuês de

sábado, 9 de julho de 2016

A Feira de Itabaiana III - A Feira das Verduras

Final de feira no meio da semana (uma quarta-feira). Década de 70 do século XX.
 Foto conseguida no grupo Facebook Itabaiana Grande
Ficava em frente ao Supermercado GBarbosa, era a feira mais movimentada de todas, consequentemente a mais banguçada, mais suja e muito mais suja nos dias de chuva! Vez em quando os fiscais eram chamados para realinhar as filas das bancas devido o excesso de puxadinhos. Era comum usar caixotes de

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A Feira de Itabaiana II - A feira das farinhas

A farinha era vendida em sacos semelhantes aos da foto acima.
A Feira das Farinhas eram duas! Um ficava dentro do mercado e a outra ficava na Pedra da Feira (Largo Santo Antônio), bem em frente onde ficava o Banco do Estado de Sergipe e essa não era tão somente Feira das Farinhas. Vendia-se inhame,

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O CONTO DO RELÓGIO DA IGREJA

Vladimir Souza Carvalho /// Membro das Academias Sergipana e Itabaianense de Letras. O Correio de Sergipe do dia 17 de maio de 2014 publicou:

Foto de Antônio Francisco de Jesus
Rifa não faltava. Rifava-se tudo, até dinheiro. Uma vez, papai se viu compelido a comprar um bilhete. Ganhou. Uma camisa, de manga comprida, um vermelho leve com tiras pretas, mais ou menos como se fosse de festejos juninos. Fiquei com a camisa, que beleza, uma a mais que vesti pra chuchu, nos dias de sábado e domingo, à noite, para ir a praça ou ao cinema. Rifa era o que aparecia, à noite, no bar Brasília, o rifador com o papel, colhendo assinaturas e recebendo o pagamento, rifas sérias, que corriam assim que todos os números fossem vendidos, o resultado sendo comunicado aos que bilhete adquiriam.

O maior rifador daqueles tempos foi Juvino Preto, ou Aruvim, como era chamado, morador de casa vizinha a de Zé Gordinho, na rua da Vitória. De charuto na boca, camisas de manga comprida, organizava o que se chamava, à época, de balaio, e saia numa carroça, para todo mundo vê-lo, adquirindo, assim, o bilhete. Tinha a confiança de