quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Feira de Itabaiana XV - Fazendo a Feira !

Uma das coisas mais tradicionais na Cidade de Itabaiana é as pessoas irem fazer a feira, mas quem realmente faz a feira? Quem compra ou quem vende?

Desde criança sempre imaginei a feira sendo uma porção de bancas expondo mercadorias para serem vendidas, as pessoas que colocam que transportam as mercadorias (na época era feita quase em sua totalidade por carroceiros), as que colocavam as banca eram os responsáveis de fazerem a feira! Mas tem o problema de quem vai comprar e diz na realidade que vai fazer feira! Mas quem faz a feira?

terça-feira, 22 de novembro de 2016

CENTENÁRIO DE EUCLIDES PAES MENDONÇA (parte final)


Antonio Samarone de Santana.

Na verdade, as profundas mudanças econômicas que estavam ocorrendo em Itabaiana, conforme apontamos nos dois artigos anteriores, permitiram o nascimento de uma nova liderança, Euclides Paes Mendonça, com um jeito diferente de fazer política, colocando o eleitor como uma mercadoria a ser disputada. Líder de ascensão rápida, quase apoteótica, favorecida pela chegada de Leandro Maciel ao poder Estadual.

CENTENÁRIO DE EUCLIDES PAES MENDONÇA (Parte dois).



Antonio Samarone de Santana

Foi na conjuntura (apontada na parte um do texto), na transição entre o predomínio da atividade agrícola para o crescimento do comércio e do transporte, favorecidos pela chegada da estrade de rodagem, a BR-235, que Itabaiana ganhou um grande impulso de desenvolvimento. Aqueles homens treinados nos pequenos negócios nas feiras do Estado, com o corpo no campo numa produção camponesa e espírito voando para o mercantilismo. Gente simples, sempre poupando, levando vida franciscana, de pequenos gastos, poucos luxos, muito trabalho e muita avareza. O dinheiro era tudo, ganhar, investir e ganhar, o esquema clássico do capitalismo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CENTENÁRIO DE EUCLIDES PAES MENDONÇA (parte um)


Antonio Samarone de Santana.



Euclides Paes Mendonça
A luta política em Itabaiana entre 1945 e 1964, tinha como pano de fundo uma guerra comercial pelo domínio do mercado Regional. A cidade voltada para a agricultura de subsistência e o pequeno comércio, com a chegada da BR-235 (1953), teve um surto de crescimento. O abastecimento das feiras municipais, sobretudo Aracaju, dependia do transporte no lombo de burros e saveiros; com a BR chega, o caminhão elevou a escala da economia. Os tropeiros viram caminhoneiros; e o pequeno feirante se fortaleceu. A base econômica de Itabaiana, Comércio e transporte, têm a sua origem com a chegada da BR-235.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Recordando Ivan Andrade.



Para os que sentem saudades e não lembram da voz de Ivan Andrade, disponibilizo aqui neste link seu CD
 clique --> https://we.tl/Q8tfPttWWw

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A Feira de Itabaiana XIV - A Feira das miudezas

Hoje não existe essa feira e a grande maioria das pessoas sequer sabe o que significa. O próprio nome já diz do que se trata, que é a venda de produtos miúdos e não existia especificamente um produto e sim uma variedade de produtos. Nesta feira se vendia produtos de perfumaria, de beleza, de costura, pequenas roupas e até alguns produtos utilizados nas cozinhas.

banca-miudeza.jpg
Banca de camelô muito semelhante as de miudeza que existiam na Feira de Itabaiana
Com o passar do tempo essa feira foi sumindo devido o surgimento de lojas especializadas em vendas destes produtos e como exemplo podemos citar o surgimentos de Lojas de Cosméticos (vendem produtos de beleza e perfumaria) que passaram a oferecer uma maior e melhor variedade.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Feira de Itabaiana XIII - A Feira das roupas e dos tecidos

Eram duas filas de bancas dentro da feira, mas verdadeiras lojas equipadas com balcões, algumas tinham prateleiras na parte dos fundos (algumas tinhas ao lado) iguais as que existiam nas lojas (ainda existem em algumas lojas). As roupas e os tecidos eram de boa qualidade e na grande maioria vindas de fábricas do sudeste do país.

A grande maioria da bancas vendia roupas masculinas que eram dobradas, separadas por números e acondicionadas nas estantes e igualmente arrumadas nas estantes eram as peças de panos (rolos de panos). Muitas vezes ouvi as pessoas perguntarem pelo preço do tergal. As peças de roupas eram vendidas no metro e eram utilizadas trenas métricas (na maioria das vezes madeira) e, como não poderia deixar de ser, sempre exista a figura da tesoura.

estante-roupas.jpg
estante-tecidos.jpg
As bancas de venda de roupas (calças e camisas) e tecidos tinhas a arrumação e instantes iguas a da fotografia.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A Feira de Itabaiana XII - A Feira dos cereais

concha-de-cereais.jpg
Concha era o equipamento usado par
encher os sacos as embalagens com
cereais
Embora existisse a Feira das Farinhas, existia o que chamávamos de Feira dos Cereais. Na realidade um grupo de bancas que variava entre cinco ou seis bancas. Deixar claro que o número de bancas em qualquer feira varia de acordo com a época do ano.

O que me deixava impressionado era a qualidade dessas bancas que pareciam verdadeiras mercearias montadas e desmontadas para venda somente no dia da feira. As bancas eram compostas de três bancas com mais ou menos 30 centímetros de altura, onde eram colocados sacos, em sua maioria, com noventa quilos e cobertura forrada com lona de caminhão. Uma banca maior era colocada a frente, uma menor do lado direito, outra do lado esquerdo e pelos fundos o local de entrada e saída dos vendedores (geralmente só trabalhavam os proprietários juntamente com a família). Mediam aproximadamente quatro metros de largura por quatro metros de comprimento e de altura variável.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

OS GATUNOS!

O gato também é uma máscara!
Aos dez anos de idade, eu morava em uma casa de esquina, mas precisamente na rua Dr. Hunaldo Cardoso (na placa de identificação lia-se Praça) com Rua Padre Felismino.A confusão era provavelmente devido a Rua ter casa somente em um lado da rua e o mais interessante é que na extensão onde tinha casa dos dois lados, da rua, o nome era Rua das Flores.

Da Rua das Flores até a esquina onde eu morava, existiam residências nas partes dos fundos e no restante da rua, as casa tinhas sítios nas partes dos fundos. Ruas que possuem sítios ou terrenos baldios nas parte dos fundos e terrenos baldios no outro lado da rua (se dizia que eram praças) são um convite aos gatunos fazerem visitas em horários noturnos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ROBÉRIO ABRE CANAL NO YOUTUBE SOBRE CULTURA


Um novo conceito de transmissão de vídeos vem sendo extremamente divulgado nas redes sociais. Programas com dias certos para serem exibidos, parcerias e produção está cada vez mais comum. Pensando nisso, Robério Santos abriu no dia 2 de setembro de 2016 o canal “Verdade ou Mentira?”, onde agrega ciência, religião e cultura num espaço só. Com produção própria e sem apoio financeiro, Robério exibe um programa por semana, todas as sextas-feiras. O primeiro a ser trabalhado foi a história do famoso brinquedo de circo, a MONGA, onde ele trabalha o lado científico e histórico. Para encontrar o canal, basta procurar por JULIA MONGA, pois trata a história original desta atração. O canal tem como meta exibir 52 programas ao ano com temas diversos


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