domingo, 6 de maio de 2018

O paraíso dos peladeiros III - O time dos gordos

No início da década de 70, do século XX, eu morava nas proximidades do Beco Novo (Rua Coronel Sebrão). Próximo a esse Beco Novo existiam vários campos para prática do futebol, foram justamente desses campos de onde saíram grande parte dos jogadores que posteriormente se tornaram profissionais e forneceram muitos dos jogadores para o chamado Tremendão da Serra (Associação Olímpica de Itabaiana).

Com o falecimento do meu pai tive de mudar de residência, fui morar no chamado Conjunto Velho (Conjunto General João Pereira) e foi então que percebi um fato interessante. Nos campos de peladas próximos ao Beco Novo os peladeiros praticavam o esporte sempre a tarde e novo local de moradia se praticava o esporte pelas manhãs e tardes.


O time do Ubaldo

sábado, 28 de abril de 2018

O paraíso dos peladeiros II

Com a febre decorrente do tri campeonato mundial de futebol da Seleção Brasileira de Futebol, muitos clubes e equipes de futebol apareceram como se fosse uma praga. Isso ia desde os chamados profissionais, amadores, futebol de salão, futebol soçaite até as chamadas equipes de várzeas.

O time de Futebol do Incuído

Mas a grande maiorias das pessoas só tinham conhecimento da parte do esporte mostrado nas televisões e nunca imaginaram (nem imaginam) a diversidade e os times fantásticos que surgiam por toda parte. Um desses times super fantásticos era o time do Incuído e que na realidade tinha o nome e fardamento do Fluminense do Rio de Janeiro. O nome era em decorrência do dono do time ser torcedor do Fluminense do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

O "ALVARAL"


Na campanha política para as eleições municipais, de 1988, um taxista amigo, aqui de Itabaiana virou para o lado, para o partido que eu acompanhava e que ganhou naquele ano. Um dilema, porém, o perseguiu durante toda a campanha: "E se eu perder o 'alvaral'?" Dizia ele, num vício de linguagem com a palavra alvará, licenciamento usual para exercer a atividade de taxista. Pra variar, o alvará de táxis, é, mais um instrumento de aliciamento político partidário nas mãos dos prefeitos, ou de seus vereadores, ainda hoje Brasil afora.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

O paraíso dos peladeiros I

A febre dos peladeiros

Estádio Etelvino Mendonça na década de 60 do século XX.
Quando o Brasil foi tricampeão mundial de futebol, os brasileiros já eram praticantes admiradores deste esporte e a partir da conquista tricampeonato de futebol passaram a ser fanáticos praticantes e torcedores.

A cidade do Rio de Janeiro era uma espécie de capital nacional do futebol com vários times e esses times detinham vários títulos nacionais, mas acredito que era considerada a capital do futebol por que não conheciam a pequena cidade de Itabaiana!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

UMA CASA COMO PROTEÇÃO



No final do século XIX, mais precisamente após a elevação da Villa de Itabaiana em Cidade (28 de agosto de 1888) seu centro urbano era pouco habitado, sobrando para as casas em sítios que rodeavam o perímetro, composto apenas por três praças sem estrutura, algumas ruas ainda no chão batido e duas igrejas católicas. Uma destas igrejas foi construída em homenagem ao andarilho São Cristóvão (Igreja do Cruzeiro do Século), de pequeno porte e mais ao leste. A principal era a de Santo Antônio, localizada no centro da cidade.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Os cebolas e a ofensa coletiva anônima !

Na década de 80 do século XX, na cidade de Itabaiana, uma das maneiras de se ofender uma pessoa era chamá-la de viado (era como se pronunciava o vocábulo veado) e bastava o cara se chatear com alguém que soltava o verbo: seu viado safado. Essas agressões eram comuns nas discussões e na maioria das vezes os desentendidos ficavam somente na discussão daquele momento. No outro dia estava o dito pelo não dito e os desentendidos já estavam calmos e sem ofensas.

Nesta época não existia computador e muito menos internet, as ofensas eram ditas olho no olho e na grande maioria das vezes era feitas apenas para chatear uns aos outros. Por isso quase sempre não eram levadas a sério pelos ofendidos e nem pela plateia. Não tinha como fazer ofensas coletivas de maneira anônima, pelo menos era o que se pensava até aparecerem as famosas listas dos que supostamente (não foram identificados os autores do feito) eram os ditos viados (homossexuais) da cidade.

O que eram essas listas