segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os Cebolas, os Tanques e as lagoas III

Lagoa dos juncos


No ano de 1971 (século XX) estudava a quinta séria ginasial no CEMB (Colégio Estadual Murilo Braga). Neste ano, um dos trechos que ficava no caminho para escola era passar pela frente do Cemitério almas de Itabaiana e atravessava o que deveria ser no futuro a Praça e que nunca se tornou uma praça!

A futura Praça 

O terreno (um grande alagado), que deveria ser praça, acabou sendo doado a Associação Atlética de Itabaiana! Mas mesmo assim, o terreno que deveria ser a Associação Atlética de Itabaiana não foi totalmente ocupado pelo clube. Grande parte foi vendido para construção de casa residenciais e comerciais. Uma das primeiras casa residenciais, a serem construídas, foi a do dentista Dr. Ueliton e umas das primeiras casas comercias foi o prédio dos correios. 

O Terreno foi cercado com que chamamos de meio fio (cercaram o tereno com pedras de paralelepípedos). Só que o terreno era muito baixo e o meio fio acabou se tornado paredes de um depósito raso de água da chuva! Incrivelmente, quando chovia, toda a quadra era ocupada por água em toda extensão. No meio foi construído o alicerce e estrutura inicial do prédio que futuramente se tornaria a Associação Atlética de Itabaiana.

No alicerce, foi preenchido de “areia de malhada”, foi construído uma estrutura métálica para sustentação das futuras paredes. A estrutura, que ficou no meio do aguaceiro, durante alguns anos, serviu como campo de peladas para os praticantes de futebol soçaite (joguei algumas partidas). Durante as noites de invernos podia-se escutar a orquestra de sapos cantando na lagoa que nunca se tornou praça!. 

Os primeiros alicerces para construção de casas residenciais onde
deveria primeiramente ser  uma praça e onde deveria ser o
 Clube da Associação Atlética de Itabaiana.
Ao fundo pode-se ver a Maternidade São José.
Quando ia para o colégio, atravessa a quadra com os pés na água e consequentemente molhava os sapatos e as meias (dava um chulé!). Como minha mãe não gostava da brincadeira, de vez em quando, ela usava o cinturão para eu lembrar de não atravessar a praça durante o inverno!

O terreno em frente ao cemitério

Neta época ainda não existia o prédio do INPS (atual INSS). Do lado esquerdo, do terreno, tinha a casa de “Pelé da Oficina” e ao fundo era a casa onde morava o garoto que é atual Maestro Valtênio. Esse terreno era ocupado, em quase toda extensão, por uma lagoa que se extendia, por detrás das casas, até o fundo do Cinema Santo Antônio. Uma lagoa rasa, mas que tinha água durante todo o ano (mantida pelos esgotos das casas da redondeza) e transbordava durante o inverno. Era quase toda tomada de junco e, pelo que tenho conhecimento, não tinha peixes. 

Foto da esquerda de Jurandi Rosa(1990). A da direita foi obtida no Google.
Na realidade o terreno em frente ao cemitério e o terreno que deveria se tornar uma praça era um único grande brejo. Com a pavimentação da Rua em frente ao cemitério (foi pavimentado até a esquina do cemitério) e da rua que ficava onde no futuro foi constuido os correios e o prédio do INSS, dividiu o terreno se tornou duas grandes lagoas. Uma que só tinha água durante o período chuvoso do inverno (o que seria a praça) e a outra que tinha água todo o ano (no verão era mantida por água dos esgotos) e tomada de junco (em frente ao cemitério).

Prédio do antigo INPS onde ficava a Lagoa do Junco na Avenida
Ivo do Prado. Cartão postal de 1982.

Do lado direito o prédio atual do INSS. Local onde ficava a lagoa dos Juncos

Do lado esquerdo ficava a Praça Gumercindo Berça que era um verdadeiro alagado.
Atualmente a lagoa dos junco é o atual prédio do INSS e a extensão, que deveria ser praça, se tornou uma área residencial e comercial, onde em uma pequena parte ainda sobrevive, na Avenida Ivo do Prado,  o Clube da Associação Atlética de Itabaiana!